Liderar na Crise

Gestão do conhecimento Walter Alves O que o líder deve fazer para que o conhecimento acumulado no setor em que atua, ou na organização, não seja perdido? As empresas, mais fortemente atingidas pelas crises atuais, tentam amenizar suas dificuldades cortando … Continua

Quando somos crescidos

Nossas pobres existências burguesas caíram na suprema armadilha de fazer da profissão a principal fonte de identidade. Mas se o trabalho é a principal fonte de identidade, isso tem um preço perverso: sem trabalho, não há identidade.
O trabalho não confere apenas uma identidade; ele cria a ilusão de que essa identidade é rígida, monolítica, solidificada. Somos o que fazemos, ponto final. Não podemos ser nem fazer outra coisa qualquer.
É contra esse pensamento lúgubre que a revista “Atlantic” se insurge na sua edição mais recente. Escreve Barbara Bradley Hagerty que, nos Estados Unidos, só metade do pessoal com 40, 50 ou 60 anos se sente “realizado” com o que faz.
Daí vem a pergunta: e por que não mudar?

As grandes corporações e as escolhas de carreira dos jovens mais qualificados

Embora continuem gozando de muito prestígio junto a futuros trabalhadores, as grandes empresas vêm perdendo cada vez mais espaço entre os ambientes preferidos por universitários, pelo menos nos Estados Unidos. De acordo com pesquisa conduzida pela Accenture, apenas 15% dos estudantes de universidades americanas, em 2015, afirmaram que prefeririam trabalhar para grandes corporações.
Em artigo publicado em março de 2016, pela Harvard Business Review Big Companies Don’t Have to Be Soulless Places to Work, Ron Carucci – sócio-diretor da consultoria Navalent e autor de vários livros sobre gestão – analisa os desafios que precisam ser enfrentados para que as grandes organizações transformem seus ambientes de trabalho e voltem a atrair, e manter, trabalhadores de alto potencial.

Sem fôlego, salários perdem para inflação

Os reajustes salariais firmados em convenções e acordos coletivos no país registraram a terceira queda real consecutiva em janeiro. De acordo com levantamento feito pela plataforma salarios.org.br, da Fipe, a mediana dos 374 dissídios negociados no primeiro mês deste ano chegou a 10%, uma retração de 1,3% quando descontado o INPC acumulado em 12 meses. A folha total de salários dos trabalhadores formais em regime CLT, estimada com base nos depósitos do FGTS feitos à Caixa, somou R$ 94,4 bilhões em novembro (dado mais recente disponível), volume semelhante ao de outubro e 5,9% menor do que no mesmo período de 2014. Os dados são dessazonalizados e corrigidos pelo IPCA.

Desemprego sobe para 9% no trimestre até novembro, o maior desde 2012

A taxa de desemprego aumentou para 9% no trimestre encerrado em novembro de 2015, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa desde o início da pesquisa, iniciada em 2012. No mesmo período em 2014, o desemprego atingia 6,5% da população economicamente ativa do país. No trimestre encerrado em agosto, a taxa era de 8,7%. A população desocupada, de 9,1 milhões de pessoas, cresceu 41,5% (mais 2,7 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2014, e aumentou 3,7% (323 mil pessoas) em relação ao trimestre de agosto. É o maior número de desempregados de toda a série da Pnad Contínua.

Reputação e eficiência preocupam presidentes brasileiros

Em um ano de crise econômica e ética, o resgate da reputação e a busca por eficiência são os pontos mais importantes da estratégia de gestão de pessoas das empresas no Brasil. Os dados aparecem em uma pesquisa global realizada pela consultoria PwC com 1.409 presidentes de empresas de 83 países. A corrupção preocupa 83% dos CEOs brasileiros, e foi a ameaça mais citada pelos executivos como capaz de comprometer o crescimento da companhia neste ano. Na média global, esse medo foi compartilhado por 55% dos respondentes – número menor que o brasileiro, mas que vem aumentando desde 2013.

Participação feminina no exame CFA é menor no país

O número de brasileiras que possuem o título Chartered Financial Analyst (CFA), programa global de certificação voltado para profissionais de análise de investimento, está abaixo da média global.
Os dados são de levantamento do Chartered Financial Analyst Institute com base nos 132 mil membros do instituto, espalhados por 150 países. Globalmente, 18% dos profissionais certificados são mulheres. No Brasil, onde há hoje 800 profissionais com o título, apenas 11% são mulheres. Embora em linha com os resultados da América Latina, o número brasileiro fica abaixo do encontrado, por exemplo, na região África, onde há 17% de participação feminina entre os certificados.

Empresas buscam engajamento para manter resultados na crise

Em um momento em que as empresas precisam apertar o cinto, redesenhar estratégias e até demitir, a relação com as equipes se torna ainda mais delicada e crucial. Nesse cenário, quase sempre vêm à tona questionamentos sobre a gestão, justamente quando a companhia está fragilizada e precisa do entendimento e do apoio dos funcionários.

Destruição não-­criativa

Neste momento em que o país padece da mais profunda recessão de sua história, pode-se prever que o experimento econômico liderado por Dilma Rousseff, denominado Nova Matriz Econômica, deixará consequências permanentes – e não só temporárias – sobre sua capacidade produtiva. A excelente matéria “A Conta do Desemprego”, publicada no suplemento Eu& Fim de Semana do Valor da última sexta-feira, chamou atenção para o crescimento do desemprego entre trabalhadores mais experientes e qualificados. Apresenta também evidências de que muitos deles estão migrando para outras ocupações, ou para o trabalho por conta própria, situações em que recebem menores remunerações.

Mulheres trazem mais lucro como diretoras do que como CEO

Empresas com mais mulheres em cargos de liderança têm lucro maior. O impacto é diferente, no entanto, dependendo das posições ocupadas por elas. Um novo estudo global aponta que o benefício financeiro da presença feminina nos níveis de diretoria é maior do que na cadeira de CEO e em conselhos de administração. Realizado pelo Peterson Institute for International Economics, um centro de pesquisas econômicas de Washington, nos EUA, o estudo usou dados de quase 22 mil empresas de 91 países referentes ao ano de 2014.